Flores raras

Lindezas! Depois desse final de semana regado a preguicinha e filmes, vamos começar a semana com Café Cultura! ❤

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O filme escolhido foi: Flores Raras, brasileiro e baseado em um livro homônimo.

Conta a história de romance entre a poetiza Elisabeth e a arquiteta/paisagista Lota. Apesar de ser um filme brasileiro e rodar quase todo no Rio de Janeiro, o filme é todo em inglês e conta com nossa queridíssima Gloria Pires.

Retrata a alta sociedade brasileira dos anos 50/60, com toques de politicagem e criação de Brasília e o Parque do Flamengo. Trata com beleza e muita naturalidade (o que pra época ainda era muito tabu) o relacionamento entre as duas mulheres, regado de amor e poemas lindos.

Com uma fotografia excelente e o figurino de tirar o fôlego, o filme encanta em todos os sentidos. Principalmente por retratar puramente o amor.

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“The shooting stars in your black hair, in bright formation, are flocking where, so straight, so soon?”

Recomendo muito, além disso Gloria Pires está mais linda do que nunca. Uma taça de vinho combina com o filme e com as emoções que ele traz!

Espero que gostem e boa semana!! Beijoca!

 

O piano.

Estamos pertinho do dia das mães e eu não poderia deixar de fazer uma menção a isso, obviamente. Decidi então fazer uma edição especial do Café Cultura para vocês! Espero que gostem.

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O filme escolhido foi O Piano. Quando eu era criança e ainda morava em Porto Alegre com a minha mãe, nós tínhamos a assinatura do jornal Zero Hora que sempre fazia promoções legais, a mais legal era a que eles mandavam um filme novo em VHS todo domingo.

O Piano foi um desses filmes, lembro que eu e minha mãe assistimos ele várias vezes, uma porquê ele aborda música clássica e relacionamento mãe-filha-novo marido.

Preciso dizer que é um filme bem mórbido e super pesado para uma criança assistir, minha mãe sempre tapava meus olhos em partes que eram muito fortes para eu não ficar impressionada. E apesar de ser um filme triste e realmente muito forte, eu tenho uma lembrança muito doce de passar esses momentos com a minha mãe, aproveitando e curtindo um dos filmes que ela adorava. Assim como ela assistiu a milhares de desenhos só pela minha companhia e porque eu realmente gostava.

O filme retrata a história de uma mulher muda que tem uma filha e se muda para outra cidade com seu piano (e filha) para um casamento arranjado. A trama se discorre toda em dramas e ciumes do novo marido com a habilidade da mulher com o piano entre outros motivos. Retrata o extremismo do ciume e possessão que o outro acredita ter sobre ela.

E uma das coisas que mais me encanta é que recentemente descobri que o filme foi produzido e dirigido por uma mulher (em 1993!), e pasmem, ela é uma das únicas a ganhar uma Palma de Ouro no festival de Cannes. – Atualmente só existem 3 mulheres no mundo que tem esse prêmio.

Recomendo fortemente pela temática intensa, mas também pelo vínculo que o filme me trouxe com a minha mãe. Acredito que todos nós temos filmes que nos conectam com nossas mães em algum nível. Quero saber qual ou quais são os filmes que vocês tem essa ligação, me contem nos comentários, quero assistir também!

Aproveito para mandar um super beijo pra minha mãe maravilhosa, que é a mulher mais incrível e forte que eu conheço e que provavelmente eu não seria nada sem ela. Te amo mãezinha! ❤ 

Feliz dia das mães e bom final de semana amados! 

piano

Simplesmente amor <3

É semana de Natal, então no Café cultura dessa semana vai ter filme temático SIM! E por sinal é o meu preferido, aguentem!

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Simplesmente amor foi lançado em 2003, é uma comédia romântica com tema natalino e conta com um elenco de super peso, incluindo Hugh Grant, Colin Firth, Alan Rickmann, Keira Knightley, Rodrigo Santoro e outros maravilhosos.

simplesmente-amorO filme conta a história de várias famílias/pessoas separadamente e que se cruzam semanas antes do natal.

O novo Primeiro-Ministro do Reino Unino eleito, se apaixonando pela sua secretária.
Enquanto um escritor que recentemente foi traído foge para o sul da França para se distrair.
Karen desconfia que seu marido pode estar tendo um caso com sua colega de trabalho, enquanto ajuda o amigo que acaba de ficar viúvo a cuidar de seu enteado.
Ao mesmo que Juliet tenta entender porquê Mark foge tanto dos questionamentos sobre o vídeo do casamento dela e do melhor amigo dele.
Billy Mack faz o impossível para voltar a se promover e coloca letras a mais em melodias curtas, tentando ser o número 1 nas rádios naquele natal, enquanto Sarah tenta de tudo uma chance para sair com Karl, sua paixonite secreta.

Digno de várias reviravoltas e fofurinhas que só filmes água com açúcar nos proporcionam, esse filme nos lembra de que é preciso sempre um pouquinho de amor, não importa como, não importa o tempo.
Nele vemos que cada um dos personagens arruma um jeitinho pra amar de novo, mesmo que esteja totalmente desacreditado. Por que no final de tudo, o amor está em todo lugar. 

Espero que gostem, aproveitem e amem muito (não só no natal!).  Beijocas!

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Não seja a bola da opinião dos outros.

Semana passada eu me reuni com mulheres maravilhosas e fomos ao bar. Conversamos sobre diversos assuntos, mas o assunto que mais voltava a tona era: insegurança. Nossas inseguranças como mulheres em relação a outras mulheres, homens, relacionamento, nós mesmas, etc.

Ao longo das conversas sobre isso, todas se identificavam com alguma insegurança que a outra também tinha, todas praticamente diziam a mesma coisa: “a sociedade tem um padrão muito severo”, “nunca sei como o outro vai me aceitar”, “as vezes me comparo com a outra menina da foto”, etc. Coisas normais, que nós mulheres fazemos, porquê infelizmente somos ensinadas assim.

Eu fiquei prestando atenção, um pouco chocada porque todas eram meninas MARAVILHOSAS e com inseguranças, durante a conversa ficava com receio de falar algumas coisas. Eu também tenho inseguranças, mas eu não consegui me identificar com nenhuma das inseguranças das meninas, conversamos sobre isso e elas ficaram, nossa que empoderada, segura etc, e eu fiquei alheia, por que não me sinto assim.

Não me sinto empoderada porque eu não era insegura e  briguei para ser segura. Eu sempre fui construindo essa barreira em mim. Isso sempre foi um exercício constante na minha vida. Minha mãe sempre repetia isso pra mim: “Luiza, não liga para a opinião do outro”, e isso virou um mantra e eu internalizei, de um jeito que me fez ser assim. E lógico, já tive muita insegurança em relação a tudo, mas no final eu sempre pensava que a única pessoa que eu tinha que agradar, era eu.

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Durante o Happiness isso intensificou com um sutra que ganhamos: “não seja a bola da opinião do outro”, que nada mais é que, e vou parafrasear a Lu Amorim, não se deixar inflar o ego com elogios e muito menos se murchar com críticas. Nós não podemos dar o controle remoto da nossa auto-estima, da nossa vida, para as outras pessoas. Quem controla isso somos nós.

Eu sei que tudo parece lindo na teoria, mas é lindo na prática também. É um exercício constante e que deve partir de cada um.

Antes de postar esse texto eu fiquei muito insegura, até  porquê ninguém é 100% seguro, eu nunca posso saber como vocês que o estão lendo podem reagir, tive medo de parecer presunçosa ou de me sentir muito segura e diminuir as outras pessoas que são inseguras, quando eu também me sinto insegura em reação a inúmeras coisas. Eu queria destacar que a precisamos sempre nos sentir bem, aceitar quem somos de verdade, independente do que o outro acha que a gente tem que ser, precisamos nos aceitar por inteiro. Cada um é o que o é, o que veio destinado a ser. Eu sou a Luiza, a Claudia é a Claudia, a Sofie é a Sofie e assim vamos seguindo. Cada um sabe dos seus demônios, ninguém está aqui para julgar ninguém, apenas para dizer palavras encorajadoras e quem sabe ajudar o outro.

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Encerro o texto de hoje deixando aqui pra todas as pessoas, mulheres, homens, trans, que estão num momento de insegurança trevoso, ou com um medinho bobo, algumas palavrinhas pra elxs se lembrarem sempre: RESPIRA E LEMBRA QUE VOCÊ É MARAVILHOSX! CADA SERZINHO É ÚNICO E NÃO EXISTE PADRÃO NENHUM NO MUNDO QUE A GENTE SE ENCAIXE, TODOS SÃO PERFEITOS DO JEITINHO QUE VIERAM. O QUE O OUTRO PENSA É NADA PERTO DA MARAVILHOSIDADE QUE É SER VOCÊ! ❤

Um beijo gigas e até o próximo café!

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Mudando a vida.

Bom dia meus queridos!!

Vamos pegando o café que hoje tem um papinho inspirador! ❤

Lembram que uns meses atrás fiz um post sobre sair da zona de conforto e encontrar algo que realmente nos faz feliz? Nesse post comentei o quanto tinha gostado de participar de meditação em grupo na praia, que ocorre uma vez por mês aqui em Balneário Camboriú.

Esse mesmo grupo que aplica as meditações na praia, o Arte de Viver, também fornece cursos de respiração, meditação, yoga, e vários outros.

Na semana passada eu tive uma oportunidade mágica de participar de um curso deles, e resolvi contar para vocês um pouco da minha experiência e dividir esse presente maravilhoso.

Eu fiz o curso de técnica de Respiração, chamado HAPPINESS PROGRAM. – SIM, a gente ganha a “fórmula” da felicidade. ❤

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Confesso que no inicio estava um pouco assustada, principalmente pela duração do curso, que eram 3 noites e 2 dias, e é claro, pensando que era uma total viagem participar disso. E não fui a única, no nosso primeiro dia, quase todos os participantes tinham a mesma sensação de “o que é que eu to fazendo aqui”, e com os exercícios que fomos fazendo, acho que isso intensificou mais.

Ao longo do curso vamos entendendo os motivos de todos os primeiros exercícios, colocamos nossos aborrecimentos para fora, aprendemos principalmente a valorizar o momento presente, ganhamos frases que nos trazem para a realidade e nos fazem avaliar tudo o que acontece ao nosso redor, mas principalmente, aprendemos que é só respirar que tudo vai ficar bem.

Fazemos yoga, meditamos, brincamos, falamos sério, choramos. Voltamos a ser crianças durante os 5 dias de curso.

Os exercícios de respiração nos trazem mistos de emoções, liberamos cargas passadas desnecessárias, e aprendemos a aceitar o outro, e se não conseguir aceitar, aprendemos que amar o outro é muito maior.

No último dia, depois de tantas lições de viver agora, pertencimento e conexão, respirações, brincadeiras e choros, ninguém queria mais ir embora, diante tanto sentimento de amor e paz. Brinquei várias vezes que me sentia no céu. E realmente me sentia, continuo me sentindo.

O Happiness Program e a Arte de viver nos mostraram a melhor maneira de conexão interior e de como manter uma paz interna, que eu nunca tinha visto. A clareza que tudo tem ao final do curso é incomparável. E principalmente, a noção de pertencimento ao mundo, de conexão com todas as pessoas do mundo, como cada um tem um pouco de mim e eu tenho um pouco do outro.

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Posso afirmar com todaa certeza que tenho hoje, que foi a experiência mais maravilhosa da minha vida. Sem dúvidas a mais libertadora e mais “abre olhos” que já tive. Gostaria que todo mundo pudesse passar poresse momento mágico, assim como eu.

O sentimento de gratidão é absurdo,que acho que não cabe em mim de tão grande. Então achei que podia dividir isso com vocês, e ajudar a levar esse presente a mais pessoas.

A Arte de Viver é uma organização humanitária sem fins lucrativos, que está presente em mais de 160 países. Com 35 anos de duração segue a filosofia do fundador Sri Sri Ravi Shankar, “A menos que tenhamos uma mente livre de estresse e uma sociedade livre da violência, nós não alcançaremos a paz mundial.”, ajudando as pessoas se livrarem de estresses e experimentarem a paz interior.  Oferecendo cursos regulares em várias cidades pelo mundo. ❤

Espero que tenham gostado, se inspirado, ou pelo menos atiçados de vontade de conhecer. Vale a pena.

Um beijo enooooorme, e uma semana cheia de coisas boas e alegrias!

sri

 

Desculpe o transtorno, mas tenho um transtorno.

Eu sei, parece difícil de acreditar né? Como pode, ela tem tanta energia e parece sempre tão feliz, não pode ter um transtorno. Nem tudo é o que parece, e nem todo transtorno é só tristeza.

Eu basicamente fui Bipolar a vida toda, até porque a bipolaridade é um distúrbio de humor que praticamente nasce contigo e vai se moldando durante a vida. Mas só fui diagnosticada à um ano. Desde então eu venho me aceitando dentro desse novo “nome” (nem tanto porquê acho muito chato viver sendo uma “doença”, tomando medicação e tentando controlar uma coisa difícil de controlar: meu humor).

É engraçado falar isso, porque parece ser tão fácil, mas juro, é praticamente impossível. A minha vida se resume as vezes em:

  • Tá tudo maravilhoso e dando certo – to depressiva e chorando 24 horas
  • Tá tudo horrível e dando errado – tô rindo e querendo fazer festa, pulando o tempo todo

bipolar

Ou seja, eu não tenho um gatilho que explique a felicidade ou a depressão, lógico que as vezes acontece, o que acentua ambos, e eu fico extremamente triste ou extremamente feliz. E é ai que mora o problema da doença, eu meio que perco o controle. Meio não. Eu realmente perco.

O fato de não conseguir controlar acontece em segundos, e quando eu vejo já to fazendo algo que me prejudica. Dirijo de maneira imprudente, bebo demais, me desqualifico, me isolo, brigo com pessoas que gosto, tenho pensamentos que não teria, entre outras coisas. Mas o que realmente pesa, é não conseguir explicar pras pessoas que eu não controlo isso.

Eu sou uma pessoa de difícil convivência naturalmente, eu reconheço isso. Com a bipolaridade fica pior. Tá certo que medicada tudo fica mais fácil, mas mesmo assim é complicado. E é complicado pra todo mundo que tá na mesma situação que eu.

Não me escondo atrás de uma doença, porque ela não define quem eu sou, mas ela faz parte de mim, infelizmente. Ela tá aqui, desregulando uma coisa e controlando meu humor. As vezes me afastando de pessoas muito especiais pra mim, porque ela auxilia o meu temperamento difícil a ficar um pouco pior. Mas a gente joga limpo uma com a outra, e ela sabe que ela precisa ficar de boa (porque ela não tem cura, ela só pode ser estabilizada), e nós vivemos de boa e muito bem.

E apesar de ser difícil pra caramba em alguns momentos, da pra levar uma vida tranquila e “normal” hahaha. Tudo vai da aceitação que se tem. Eu tenho uma psicóloga maravilhosa, um psiquiatra ótimo, e uma família mais que maravilhosa, que me apoia e amigos que sempre me auxiliam, e é o que importa.

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Como vocês estão muito lindos no facebook com o Setembro Amarelo, resolvi abrir meu coração, e meu cérebro com vocês, compartilhar sobre a minha “amiga” Transtorno Afetivo Bipolar, e sobre como ela é a segunda maior causa de suicídio no mundo. E também pra vocês prestarem bastante atenção em vocês e nos amigos de vocês que estiverem passando por um momento difícil, se ausentando, ou tendo bruscas mudanças de humor ou reclamando de falta de sono, pra eles sempre buscarem ajuda psicológica e psiquiátrica. E também, se forem casos muito extremos, liguem no CVV: 141 , eles estão sempre a disposição para ajudar quem precisa. ❤

Um beeeeeeeijo enorme, até semana que vem!!

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É muito mais sedutor.

Meu facebook ultimamente é uma enxurrada de imagens com textos falando sobre se apegar sim, sobre não ser indiferente, sobre dizer que se importa, para não ficar fazendo joguinhos emocionais.

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Confesso que fiquei curiosa e contente com todo esse protesto contra os joguinhos (e as pessoas que fazem joguinhos).

Eu faço parte das pessoinhas intensas (que dúvida, rs), que não gosta de perder muito tempo com quem gosta de ficar fazendo joguinhos. Eu parto do seguinte princípio: Eu quero. Você quer. Saímos. Sem joguinhos, sem enrolação, sem mimimi. Direto ao ponto. É aquele ditado: “Se quer, quer. Se não quer, diz.” 

Acho que a gente perde tempo demais da vida fazendo joguinho. Podia estar aproveitando com a pessoa, ao invés de ficar “fingindo desinteresse” ou “fingindo que estou super ocupada para demorar pra responder”. Qual a necessidade? Se ambos já estão interessados é só aproveitar. Ninguém tá pedindo o outro em casamento (ainda). É só um cinema, uma janta, uma cerveja.

Eu queria muito saber quem é que foi a pessoa que inventou que fingir desinteresse quer dizer que tu tá interessado na pessoa. QUAL É A LÓGICA DISSO?  A única coisa que desinteresse quer dizer é: não estou interessado em você. PONTO. 

Já falei aqui e vou falar de novo: Gente enrolada atrasa a vida. Gente que faz joguinho, atrasa mais ainda.  

Vamos combinar uma coisa pessoal, de verdade. A vida fica bem mais fácil quando a gente não faz joguinho. Quando a gente joga limpo com a outra pessoa, e principalmente quando a outra pessoa também joga limpo com a gente. Não existe nada melhor do que reciprocidade quando a gente gosta de alguém, e os joguinhos dão uma impedida nisso. Não faz uma coisa que pode impedir uma coisa tão gostosa quanto estar com alguém legal.

Se joga no novo. Manda mensagem se quiser mandar, convida pra sair, diz que gostou de ter saído, diz que ta com saudade, que quer ver de novo, que quer ver todo dia. Demonstra que gosta, fala que gosta!! Não tem nada melhor do que dizer que gosta! Frieza e quietude não quer dizer NADA. Beleza? Vamos deixar os jogos pras Olimpíadas. 😉

Um beijo enorme e até o próximo café!!

bruno mars