Escolhas.

Ultimamente tenho refletido sobre uma escolha que fiz recentemente: estar sozinha.

E é claro que preciso confessar que desde que eu terminei o meu último relacionamento, que não faz muito tempo, eu tenho preferido estar sozinha, sem envolvimento nenhum com ninguém.

Isso é um fato muito raro, porque eu sempre estou envolvida com alguém, em qualquer aspecto, mas principalmente: eu tenho sempre um casinho, um contatinho, que eu sei que estamos ali querendo um ao outro.

Mas desde esse término eu decidi que eu não queria mais isso, até porque vinha engatando casinho em casinho e eu queria realmente tirar um tempo pra mim, pra pensar na minha vida, colocar minhas coisas em ordem, pesar o que eu realmente quero em um relacionamento, o que eu deixo de fazer com frequência.

Esse processo vem levando uns 3 meses e ele está sendo bem mais difícil do que eu imaginava. Ele anda mexendo muito com a minha autoestima, e o quanto eu acho que eu preciso de alguém sempre me autoafirmando alguma coisa. O engraçado é que o processo é justamente para que eu consiga me sentir muito bem sozinha, o que sempre ocorreu comigo, e sem a necessidade de alguém por perto sempre. Obviamente venho me sentindo muito mais carente porque não tenho ninguém, hahaha.

Tirar esse tempo pra gente se descobrir é tão bom, que faz ser bom não ter sempre um contato certo, não ter coisas mais “concretas”. Claro que durante esse tempo eu beijei umas bocas, fiz várias coisas que queria fazer, mas todas com mais liberdade, sem amarras, sem sentir aquela necessidade ou obrigatoriedade de conversar no dia seguinte, nem de manter aquele vínculo com aquela pessoa só porque tivemos um envolvimento momentâneo.

Sinto falta de ter isso às vezes, mas depois me lembro que nem sempre gosto disso, uma coisa super contraditória. Às vezes acho que é pela carência ou talvez a necessidade de querer ter sempre alguém ali, me desejando, como se nosso amor próprio não fosse necessário ou suficiente. E na verdade não é isso. Com certeza em algum lugar existe alguém me desejando – assim como eu posso me dar conta de estar desejando alguém logo – mas eu não sei.

Não sei porque não estou dando abertura pra isso, foi minha escolha essa posição. Se me sinto carente ou algo do gênero foi porque escolhi isso, e às vezes (quase sempre) me esqueço disso.

No final das contas, o que quero dizer com isso é podemos escolher. As coisas que acontecem na nossa vida são resultados das nossas escolhas. Eu escolho que as pessoas não me vejam, ou não me procurem, porque foi a escolha que fiz agora, o momento que estou passando, uma fase. Então, a cada momento de carência ou de bad à toa, tento me lembrar de que a fase que estou não é um momento para estar com alguém, e sim um momento para estar comigo.

E isso pode mudar a qualquer momento, afinal de contas, são escolhas que fazemos pra nossa vida, não é mesmo?

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Não seja a bola da opinião dos outros.

Semana passada eu me reuni com mulheres maravilhosas e fomos ao bar. Conversamos sobre diversos assuntos, mas o assunto que mais voltava a tona era: insegurança. Nossas inseguranças como mulheres em relação a outras mulheres, homens, relacionamento, nós mesmas, etc.

Ao longo das conversas sobre isso, todas se identificavam com alguma insegurança que a outra também tinha, todas praticamente diziam a mesma coisa: “a sociedade tem um padrão muito severo”, “nunca sei como o outro vai me aceitar”, “as vezes me comparo com a outra menina da foto”, etc. Coisas normais, que nós mulheres fazemos, porquê infelizmente somos ensinadas assim.

Eu fiquei prestando atenção, um pouco chocada porque todas eram meninas MARAVILHOSAS e com inseguranças, durante a conversa ficava com receio de falar algumas coisas. Eu também tenho inseguranças, mas eu não consegui me identificar com nenhuma das inseguranças das meninas, conversamos sobre isso e elas ficaram, nossa que empoderada, segura etc, e eu fiquei alheia, por que não me sinto assim.

Não me sinto empoderada porque eu não era insegura e  briguei para ser segura. Eu sempre fui construindo essa barreira em mim. Isso sempre foi um exercício constante na minha vida. Minha mãe sempre repetia isso pra mim: “Luiza, não liga para a opinião do outro”, e isso virou um mantra e eu internalizei, de um jeito que me fez ser assim. E lógico, já tive muita insegurança em relação a tudo, mas no final eu sempre pensava que a única pessoa que eu tinha que agradar, era eu.

cultivo

Durante o Happiness isso intensificou com um sutra que ganhamos: “não seja a bola da opinião do outro”, que nada mais é que, e vou parafrasear a Lu Amorim, não se deixar inflar o ego com elogios e muito menos se murchar com críticas. Nós não podemos dar o controle remoto da nossa auto-estima, da nossa vida, para as outras pessoas. Quem controla isso somos nós.

Eu sei que tudo parece lindo na teoria, mas é lindo na prática também. É um exercício constante e que deve partir de cada um.

Antes de postar esse texto eu fiquei muito insegura, até  porquê ninguém é 100% seguro, eu nunca posso saber como vocês que o estão lendo podem reagir, tive medo de parecer presunçosa ou de me sentir muito segura e diminuir as outras pessoas que são inseguras, quando eu também me sinto insegura em reação a inúmeras coisas. Eu queria destacar que a precisamos sempre nos sentir bem, aceitar quem somos de verdade, independente do que o outro acha que a gente tem que ser, precisamos nos aceitar por inteiro. Cada um é o que o é, o que veio destinado a ser. Eu sou a Luiza, a Claudia é a Claudia, a Sofie é a Sofie e assim vamos seguindo. Cada um sabe dos seus demônios, ninguém está aqui para julgar ninguém, apenas para dizer palavras encorajadoras e quem sabe ajudar o outro.

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Encerro o texto de hoje deixando aqui pra todas as pessoas, mulheres, homens, trans, que estão num momento de insegurança trevoso, ou com um medinho bobo, algumas palavrinhas pra elxs se lembrarem sempre: RESPIRA E LEMBRA QUE VOCÊ É MARAVILHOSX! CADA SERZINHO É ÚNICO E NÃO EXISTE PADRÃO NENHUM NO MUNDO QUE A GENTE SE ENCAIXE, TODOS SÃO PERFEITOS DO JEITINHO QUE VIERAM. O QUE O OUTRO PENSA É NADA PERTO DA MARAVILHOSIDADE QUE É SER VOCÊ! ❤

Um beijo gigas e até o próximo café!

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Ser sozinho

 

Sem dúvida nenhuma, uma das coisas mais difíceis de se aprender é a de ser sozinho. Parece uma coisa fácil, mas no fundo é bem mais complicado do que imaginamos.

Aprender a ser sozinho é uma coisa essencial nos dias de hoje, mas porquê ainda temos tanto medo de estar sozinhos? Tanto em questão de relacionamento, quanto de amizade.

O medo da solidão é unicamente voltado para o desespero de se auto-descobrir ou de ser esquecido pelos outros. Digo desespero porque muitas vezes não gostamos do que descobrimos, além de que, olhar pra dentro é uma tarefa difícil. Quando se olha pra dentro, se vê tudo que somos, partes boas e ruins. E como precisamos constantemente da aprovação dos outros, nos preocupamos em não sermos esquecidos.

O exercício de ficar sozinho deve ser feito aos poucos, ir devagarinho se acostumando com a própria companhia. Hoje em dia é difícil, porque estamos sempre com o celular apitando e sempre conversando com alguém. Então para se descobrir, se entender, é preciso desligar do mundo. Apreciar seu encontro com você mesmo, seja deitado, seja lendo, meditando, tomando uma cerveja, ou um cafe ou quem sabe cozinhando para você mesmo.

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Abrir a linha de comunicação interna é extremamente importante para romper algumas necessidades provenientes de carência. Quando aprendemos a ficar sozinhos, diminuímos nossa carência e dependência dos outro. Aprendemos a nos bastar!

Tom Jobim dizia “é impossível ser feliz sozinho”, mas esqueceu de contar que é primordial ser feliz sozinho antes de ser em par. Justamente porque só aprendemos a ser par, quando aprendemos a ser inteiros, plenos conhecedores dos nossos ‘eu interior’.

Longe de mim dizer aqui que eu sou A sabedora de como ficar sozinha, porque não sou. Inclusive tenho dificuldades tremendas de olhar pra dentro.

Eu consigo apreciar a minha própria companhia, mas não gosto de ficar muito tempo procurando como eu sou, é uma tarefa cansativa. E muitas das vezes, me decepciono com o que encontro, mas, tem os dias de me sentir absurdamente feliz em descobrir alguma coisa.

Pratico constantemente o exercício de ficar sozinha, e adoro saber que consigo passar boas horas da minha vida na minha própria companhia. Quando quero vou ao cinema sozinha, ou vou tomar uma cerveja sozinha, só apreciando o momento que tenho de conexão comigo, até porque ninguém mais no mundo vai apreciar a minha companhia tanto quanto eu.

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“Se você fizer amizade com você mesmo, você nunca estará sozinho.” – Maxwell Maltz

Esse é um exercício que eu recomendo pra todo mundo, não to dizendo pra não falar com os amigos ou deixar de sair, não é isso, mas é guardar um dia da semana pra sair só com você. Conversar com você mesmo, criar a ligação com o interior, aprender quem realmente você é, encontrar o que te faz feliz e fazer isso sozinho, porque só você é quem sabe o que te faz verdadeiramente feliz.

Se fizerem isso, me contem! Vou amar saber as experiências de vocês. Vou esperar com um cafézinho, ok?

Um beijo enorme amados!

lorelai