Fase tóxica.

Oi gentes, a vida anda meio pombo e as ideias para novas conversas com vocês andam cada dia mais escassas, porém, tenho um amigo querido que me ajudou (ele ajuda em quase todos os posts, logo vou colocar ele como coautor, rs). Graças ao Rui, teremos papeando!

Hoje vamos conversar sobre nossa dificuldade imensa de nos livrarmos de coisas tóxicas. Pega teu café e vem.

caféperks

Dia desses durante uma palestra no Centro Espírita que frequento o tema abordado foi suicídio, o palestrante durante sua explicação e entre metáforas nos lembrou que nós não TEMOS vida, nos SOMOS vida. Constantemente falamos sobre a vida ser um presente, quando na verdade ela é parte de quem somos, é tudo que estamos passando e ainda vamos passar.

Obviamente que estar existindo é um presente, até porque nós vivemos o presente, logo vida é: presente e ser. Complexo né? Mais complexo ainda é entender que somos vida, que somos momentos constantes, que estamos aqui para aprender com nossas experiências e acrescentar mais luz para esse momento que é VIVER.

Como nem tudo são flores, boa parte dessa existência é sofrida e muitas vezes por causa das nossas próprias escolhas. Até porque não dá para culpar os outros pelas nossas escolhas/erros, né?

O principal erro que cometemos durante boa parte da nossa vida é continuar em relacionamentos, trabalhos e atividades tóxicas, aquelas que sugam nossa energia ao invés de nos deixar mais animados. Normalmente temos um apego tão grande nessas atividades que deixamos de enxergar o quanto aquilo nos faz mal, a ponto de ficarmos extremamente doentes e sem reação, precisando da ajuda de outras pessoas para abrir os olhos.

Reconhecer que está vivendo uma fase tóxica é o primeiro passo para conseguir sair dela, o segundo adivinha qual é?

ISSO MESMO, terapia! E sabe por quê? Porque poucas pessoas conseguem admitir/reagir sozinhas a coisas tóxicas, principalmente por estarem muito envolvidas naquela situação e caírem sempre na mesma armadilha. Por isso meus queridos, terapia é a salvadora de vidas de relacionamentos tóxicos, mas só quem está passando por aquilo é quem vai conseguir de fato sair.

Ter o desejo de se libertar dessas energias é o que ajuda a abrir espaço para reconhecer o que está passando, engatar a primeira marcha e ir em direção da saída.

Pode ser trocando de emprego, mudando o que estuda, se afastando de pessoas que não agregam mais nada e terminando aquele namoro frustrado que só te deixa em dúvidas. Isso faz parte do reconhecimento de cada um, descobrir qual é a atividade/relacionamento tóxico que está vivendo e encontrar uma maneira de sair.

abusivo

Falei muito e não disse a solução né? Justamente porque ainda não descobri o milagre. Estou engatinhando junto com várias outras pessoas na mesma situação, mas já descobri que com algumas atitudes tomadas, como me afastar de pessoas que não combinam mais comigo e começar a estudar algo que eu realmente gosto, me ajudou muito e senti que minha vida voltou a ficar mais leve, mais colorida e com a mesma energia que sempre tive.

O ponto crucial é: não tem problema descobrir que está em ciclos tóxicos, o problema é continuar insistindo em algo que só vai machucar. Procurar uma saída e buscar ajuda é sempre a melhor solução, em todos os sentidos. Então meus queridos, reconheçam seus ciclos, escolham pessoas que agregam (e não que sugam), se cerquem de coisas que fazem bem e aproveitem os reconhecimentos tóxicos, eles sempre vem carregados de boas lições.

Um beijo gigante e um ótimo final de semana!

giphy

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Autor: Lu Bilhalva

Sou a Luiza e, assim como o café, gosto quando as coisas são fortes, intensas e quentes. Gremista não fanática, gaúcha, estudante de Psicologia, feminista e virginiana, além de adorar um papo, não nego um café e um chimarrão. Sou viciada em seriados, livros e filmes. Senti a necessidade de devanear nesse blog pra dividir um pouquinho da minha bagunça interna com o mundo. Dentro de um mesmo corpo há espaço para várias versões de mim mesma.

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