Os nossos meninos.

Olá meus queridos! Quanto tempo!

O papeando deu uma parada por que essa que vos escreve estava em um momento muito polêmico e querendo escrever sobre coisas que não fazem parte da proposta do blog. Desde que comecei aqui quis separar alguns assuntos e não trazer nada muito polêmico, gosto de manter o clima de amorzinho, pelo menos aqui.

PORÉM, trago novidades.

Papeando no Café agora tem uma nova categoria! – uhuuul –  Toda semana trarei dicas de filmes com resenhas para vocês,  e como eu sou uma pessoazinha com gosto diferente, as dicas normalmente serão de filmes europeus/latinos.  Vamos apenas lembrar que sou apenas uma apreciadora de filmes, tenho zero conhecimento e/ou entendimento de arte, venho aqui apenas como amadora indicar filmes legais. Ok? Sejam gentis.

Então sejam muito bem vindos ao:

cafe-fofo

Nosso primeiro filme será um Italiano que vi esse final de semana e fiquei fascinada:

OS NOSSOS MENINOS (I Nostri Ragazzi)

i-nostro-ragazzi

A história gira em torno de dois irmãos, Massimo e Paolo que tem personalidades completamente distintas, mas que por conta da tradição italiana de manter a família unida, jantam juntos uma vez por mês.  Enquanto Massimo ganha fortunas sendo advogado criminalista, o irmão Paolo, pediatra, vive criticando o modo como Massimo ganha dinheiro. Isso sem contar nas esposas, Sofia e Clara, que vivem em uma disputa desnecessária.

Quando seus filhos podem ter cometido um ato criminoso, toda a família é posta em xeque e começam a questionar seus deveres éticos e como resolver esse problema.

Um suspense cheio de intrigas psicológicas, envolvimentos sociais e familiares que nos faz questionar também, o que nós faríamos nessa situação? Traz a tona vários assuntos atuais e mexe principalmente com a tradicionalidade italiana, que é colocada em jogo, seguidas vezes.

Além da atuação maravilhosa, o filme foi excelente adaptado do livro O jantar de Herman Koch.

E vocês, até onde iriam pelos seus filhotes?

Bom filme pessoal! Beijocas

ragazzi-cafe

 

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Autor: Lu Bilhalva

Sou a Luiza e, assim como o café, gosto quando as coisas são fortes, intensas e quentes. Gremista não fanática, gaúcha, estudante de Psicologia, feminista e virginiana, além de adorar um papo, não nego um café e um chimarrão. Sou viciada em seriados, livros e filmes. Senti a necessidade de devanear nesse blog pra dividir um pouquinho da minha bagunça interna com o mundo. Dentro de um mesmo corpo há espaço para várias versões de mim mesma.

4 comentários em “Os nossos meninos.”

  1. Cara Lu. Preciso entender algo. Minha capacidade de entendimento talvez seja falha nesse quesito. Não consegui entender exatamente o que aconteceu no final do filme Os Nossos Meninos. Parece haver um ruído de frenagem de um carro e a esposa de Massimo, do lado de dentro do restaurante, olha assustada… e o filme acaba bruscamente. Qual deve ser o entendimento certo sobre esse final? O que aconteceu? Por favor…

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    1. Oii Renato! Vou dar um pouquinho de spoiler. Hahaha
      Nessa cena, Paolo repete o que Massimo sempre fazia com ele, o susto de atropelar, mas dessa vez efetivando o atropelamento para que Massimo não fizesse denúncia. No caso um irmão fere o outro para proteger as “crianças”.
      Espero ter sanado as dúvidas.
      Beijoss!

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      1. Ok, entendi, Lu. Muito obrigado. Mas sou obrigado a fazer novo comentário, em função disso. Fica evidente o seguinte: o que os filhos fizeram (e fazem) é apenas uma repetição do que os pais fazem. No caso do filme em questão, transparece a hipocrisia do casal posando de exemplo para a sociedade, mas que nos seus íntimos estavam mesmo era querendo tirar alguma vantagem do sistema, mesmo que em suas consciencias tivessem a crença ingênua de que estariam tendo posturas éticas. Esta pretensa ética, em um primeiro momento parece se impor diante de uma crise inesperada, mas em um segundo momento tomba inerme diante da necessidade imperiosa da ação. Parece acontecer o mesmo em certas sociedades ditas éticas, mas que em seus íntimos, conscientes ou não, trabalham para subjugar os outros, ou porque crêem-se superiores ou porque crêem que os subjugados devam se submeter a uma condição de submissão humilde, atestada pelo discurso vendido e aceito, das diferenças. E nossos filhos, mesmo não querendo ou não entendendo, são envolvidos nessa reprodutividade.

        Curtido por 1 pessoa

      2. Exatamente! O filme puxa bem esse gancho, por a prova até onde as pessoas vão pela ética e moral. É uma história que pesa o consciente e nos faz pensar sobre o quanto estamos corrompidos também. Acredito que a ideia principal do filme e do livro, sejam essa, faz o expectador pensar sobre seus próprios atos. O que eu faria se fosse comigo?
        Obrigada por compartilhar teu entendimento! 🙂

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