Sentir falta

As pessoas tem um quê que nos fazem gostar delas. Algo na personalidade. Ou o jeito de levar a vida, de conversar. Viramos amigos, namorados, conhecidos, companheiros de trabalho, familiares, enfim, nos apegamos de algum modo. E em algum momento, nos vemos sentindo falta de alguém.

Um falta repentina, ou uma falta causada por um término, ou um afastamento. É engraçado porque nunca nos imaginamos sentindo falta da pessoa enquanto estamos com ela. É só depois que ela se vai por poucos minutos (ou muitos, depende do caso) que nos damos conta da importância de sua presença. E a buscamos.

A falta das pessoas é um processo complicado. Uma mistura de aperto no peito de saudade com muito orgulho na maior parte das vezes (mesmo se forem só amigos). A parte mais difícil é admitir que sente falta, é engolir um orgulho, mesmo que pequeno, apenas para dizer que anda sentindo a falta de alguém, porque hoje em dia, é sinal de fraqueza.

Sentir falta de alguém só quer dizer o quanto o outro significa para você, e nunca vi fraqueza em querer bem alguém. É natural sentir falta, principalmente quando se tem carinho mútuo.

Há seis meses a minha melhor amiga embarcou na maior aventura e sonho da vida dela. Aquele sonho que eu vi nascer e acompanhei cada passo até ela embarcar de verdade. Acreditei naquilo tanto quanto ela, até que ela foi. E agora ela tá lá em Orlando, e eu to aqui, aprendendo a lidar com a falta dela e ela com a minha, todos os dias.

Sentir a falta de alguém é um privilégio, é saber que alguém maravilhoso (ou talvez só bom) passou pela tua vida e te marcou, as vezes é bom lembrar o outro de que ele fez/faz isso por ti, apenas dizendo que sente a falta dele. Até porquê, eu não conheço ninguém que sente falta de alguém que fez o mal.

Então se vocês andam sentindo falta de alguém, falem pra eles. Tenho certeza que mal não vai fazer! Faz bem lembrar o outro que ele é especial pra ti. ❤

Um beijo!

yang

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Autor: Lu Bilhalva

Sou a Luiza e, assim como o café, gosto quando as coisas são fortes, intensas e quentes. Gremista não fanática, gaúcha, estudante de Psicologia, feminista e virginiana, além de adorar um papo, não nego um café e um chimarrão. Sou viciada em seriados, livros e filmes. Senti a necessidade de devanear nesse blog pra dividir um pouquinho da minha bagunça interna com o mundo. Dentro de um mesmo corpo há espaço para várias versões de mim mesma.

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