Deixa a bad bater!

Logo quando comecei a terapia com a minha nova psicóloga, lembro que nas primeiras sessões eu chorava muito e me desculpava por estar chorando. Ela dizia, não tem problema, pode chorar. Eu continuava chorando e falava, entre risos e choro, que não fazia sentido chorar tanto, uma vez que tudo estava bem na minha vida e eu não tinha motivos pra chorar. Ela pacientemente olhava pra mim e dizia: Se tu sente vontade de chorar, chora. Se tem tristeza pra sentir, sente, nada te impede disso, não importa se tem motivos pra isso ou não.

Várias sessões passaram até descobrirmos o motivo da minha tristeza sem fim, e sem dúvida foram muitos choros sem motivo. Mas foram tristezas sentidas.

A questão é, eu queria fugir da minha tristeza, não queria sentir ela. Ela me incomodava! Tava ali dia e noite fazendo eu me sentir mal, me fazendo chorar e tendo pena de mim mesma. Queria que ela fosse embora. Só que eu me esqueci que a palavra mágica pra tristeza ir embora é SENTI-LA.

Em cada momento que a gente passa na vida, a gente tem uma explosão de sentimentos, e sente eles muito bem, até chegar na bendita. Quando chega na tristeza parece que todo mundo se acovarda. TODO MUNDO TEM MEDO DELA. Porque ninguém quer parecer triste ou fraco.

A tristeza tem um papel fundamental na nossa vida, ela faz parte do nosso dia a dia, dos nossos hábitos. É claro que não é natural ficar triste 24 horas, mas é NECESSÁRIO sentir as tristezas quando elas ocorrem. Quando nosso time perde, quando terminamos um namoro, brigamos com amigos, perdemos alguém, etc. A tristeza é uma emoção natural do nosso corpo e deve ser sentida, assim como sentimos todas as outras emoções.

Naquele filme Divertidamente, da Disney, explica exatamente isso, a Alegria tenta deixar a Tristeza o tempo todo de lado, mas esquece que as vezes é preciso termos alguns momentos ruins para termos outros bons.

alegria e tristeza

Só vamos aprender a reconhecer as tristezas, ok? Até porque, é natural se sentir triste quando se tem motivo, mas vamos ficar atentos para nossas tristezas anormais, aquelas que sentimos sem necessidade. Essas devem ser sentidas também, mas não demais.

Essas são as que devem ser cuidadas com muito mais carinho que o normal. A nossa tristeza normal, a gente cura ela sentindo até o fim, igual nesse vídeo da Jout Jout. O outro tipo de tristeza, que normalmente é mais profunda e não se cura sozinha, precisa de um empurrãozinho. É aí que vem os amigos, familiares, psicólogos, psiquiatras, psicanalistas…

E não é vergonhoso ou errado pedir ajuda quando se tá triste, ok? Pedir ajuda é a maior prova de força, porque é preciso de muita coragem pra admitir que tem alguma coisinha te magoando muito. Não fica com medo, todos eles tão ali pra ajudar. Com bastante amor, garanto!

Já que falamos de tristeza, deixo um convite para todos conhecerem um pouquinho mais sobre a Bipolaridade, afinal, amanhã dia 30, é o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, que é a doença psiquiátrica com um dos maiores picos de depressão. Não custa nada conhecer um pouquinho mais e quem sabe levar palavras de confiança pra quem passa por isso.

Uma ótima semana amadinhos, com muito café, amor e alegrias!

lana

Beijocas!

Páscoa!!

Olá amadinhos!

Hoje é sexta feira santa e todo mundo já comeu peixinho né?, então vamos todos pegar nossos chazinhos e ir sentando que vem papo bom.

Eu não sei vocês, mas quando eu era criança eu achava a Páscoa muito triste. Primeiro porque na Sexta-feira Santa só passava o filme sobre a morte de Jesus (e eu chorava muito, porque era injusto), e depois porque Jesus ressuscitava no terceiro dia mas só durava poucos minutos, e eu continuava achando MEGA INJUSTO. Ele morre, triste. Ele volta, e fica pouco tempo. CADÊ A RESSURREIÇÃO?  Ela dura só minutos assim mesmo? Que triste.

O tempo foi passando, eu fui entendendo melhor qual que era o esquema da Páscoa. Continuava achando injusto e triste, aliás, muito mais triste.

Mas como todos devem saber (se não sabem ainda, agora vão saber), eu me juntei ao Espiritismo. Aí foi quando eu descobri que nós não comemoramos a Páscoa. E fiquei, COMO ASSIM????

Daí me explicaram e vou repassar, assim ó:

“Nós não celebramos a Páscoa, mas respeitamos as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e deixamos livre para nossos adeptos celebrarem também.”

UFA! Aí fui ler mais sobre.

“A Páscoa tem dois significados: a primeira que significa Passagem, simbolizando a libertação dos judeus da escravidão Egípcia, e a segunda que é celebrada pela ressurreição de Jesus Cristo. Como seguimos o calendário Cristão, celebramos a Páscoa como a ressurreição, mas espiritas entendem diferente essa questão. Para os espíritas, Jesus apareceu sim para seus discípulos e Maria Madalena, mas com o seu corpo espiritual e não com uma ressurreição física, não precisando ir contra as leis naturais do nosso mundo. Jesus aparece em espírito para mostrar que a sua doutrina de Amor e Perdão, é muito mais que qualquer milagre.”

OK, entendi!

Entendi que não celebramos a Páscoa porque não acreditamos na ressurreição física, MAS temos certeza da vida eterna espiritual e a reencarnação (como eu já falei aqui). O que ficou muito mais fácil de entender a Páscoa.

Vejam bem, todo o propósito de Jesus Cristo era mostrar o AMOR, ensinando o amor, o perdão, a compreensão. Na páscoa é justamente isso, o poder maior do AMOR ao próximo, quando Jesus reaparece em espírito, se fazendo sempre presente, seja aqui no plano físico ou nos assistindo pelo plano espiritual.

cruz = amor

Eu sei que a gente adora a páscoa pelo feriado, pelos chocolates, de poder dizer “é pecado comer carne na sexta feira”, de estar junto com a família e caçar o coelhinho. Mas esse ano eu gostaria que vocês lembrassem do outro lado também. Que a gente consiga receber esse amor todo que foi deixado, E que a gente possa criar novos amores para distribuir por ai. Pode ser?

Quero terminar dizendo que: falei sobre a páscoa da visão espírita, porque é o que eu vivo no momento, mas respeito toda e qualquer religião ou não, que todos sejamos felizes dentro daquilo que acreditamos. Ok?

Feliz páscoa meus amados, cheio de muita luz e muito muito amor!

Beijo beijo!

beijinho de coelho

AHHH, aqui tem mais links sobre a páscoa espírita!

 

Não sei.

Já pegou o café? Então vem conversar comigo.

Deixa eu contar pra vocês que to aqui a uns dias pensando sobre o que é que eu vou falar aqui e nunca encontro um assunto legal. Fico só pensando que não sei. Então vamos fazer assim, vamos falar sobre os “não sei” que temos na vida.

Porque eu não sei vocês, MAS eu ainda não sei o que eu quero da minha vida. Juro. Sou muito decidida em várias coisas, mas não faço ideia do que fazer da vida. E vivo recebendo de resposta coisas como: COMO ASSIM TU NÃO SABE?

Gente, calma. Ninguém vai morrer por não saber. Eu não sei várias coisas e to aqui vivinha da silva.

Não saber as coisas é bom, porque abre nossos olhos para todas as infinitas oportunidades que temos a nossa volta, deixamos de ser bitolados em só uma coisinha. O não sei te da uma oportunidade de conhecimento ABSURDO.

eyes

Imagina, tu chega num grupo de administradores, mas tu tá terminando gastronomia, pensando em fazer nutrição e abrir teu restaurante, PENSA o quanto o teu não saber nada de administração vai mudar depois desse encontro? Tu ainda não sabe, mas tá aberto a aprender porque não tá bitolado dentro do “saber padrão”.

A gente sempre associa não saber a uma coisa ruim. Só que a gente tá esquecendo que ninguém nasceu sabendo, todo mundo foi buscar conhecimento. Tá todo mundo num mesmo barco cheio de “não sei” procurando o “saber”, aprendendo no processo. O não saber antecede o conhecimento. 

Que coisa boa é não saber alguma coisa, que coisa boa é estar aberto para novos conhecimentos. Expandir os horizontes, explorar tudo aquilo que é desconhecido, seja uma nova matéria ou seja um propósito de vida.

Vamos pensar em tudo que “não sabemos” mas que queremos saber, e VAMOS ATRÁS. Até porque é muito mais legal entrar numa jornada de novos conhecimentos, do que ficar sentado cultivando os “não sei” pro resto da vida.

conhecimento

Nossos não sei devem ser renovados. Assim como ontem eu não sabia o que era um projeto arquitetônico, e hoje eu sei. Agora eu tenho um novo não sei, que é fazer bolos, vou trabalhar pra aprender esse (já que estou a tempos tentando, e nunca aprendo, haha).

Não precisamos enumerar nossos não sei, mas a cada dia que descobrir uma coisa nova, já é a abertura pra um novo conhecimento e um desligamento de um não sei. Pensem nisso!

Contem pra mim quais são os seus não sei, quem sabe a gente não divide o conhecimento, hein?

Boa semana meus amados, cheia de amor e “não seis”.

byeee

Ser sozinho

 

Sem dúvida nenhuma, uma das coisas mais difíceis de se aprender é a de ser sozinho. Parece uma coisa fácil, mas no fundo é bem mais complicado do que imaginamos.

Aprender a ser sozinho é uma coisa essencial nos dias de hoje, mas porquê ainda temos tanto medo de estar sozinhos? Tanto em questão de relacionamento, quanto de amizade.

O medo da solidão é unicamente voltado para o desespero de se auto-descobrir ou de ser esquecido pelos outros. Digo desespero porque muitas vezes não gostamos do que descobrimos, além de que, olhar pra dentro é uma tarefa difícil. Quando se olha pra dentro, se vê tudo que somos, partes boas e ruins. E como precisamos constantemente da aprovação dos outros, nos preocupamos em não sermos esquecidos.

O exercício de ficar sozinho deve ser feito aos poucos, ir devagarinho se acostumando com a própria companhia. Hoje em dia é difícil, porque estamos sempre com o celular apitando e sempre conversando com alguém. Então para se descobrir, se entender, é preciso desligar do mundo. Apreciar seu encontro com você mesmo, seja deitado, seja lendo, meditando, tomando uma cerveja, ou um cafe ou quem sabe cozinhando para você mesmo.

learn

Abrir a linha de comunicação interna é extremamente importante para romper algumas necessidades provenientes de carência. Quando aprendemos a ficar sozinhos, diminuímos nossa carência e dependência dos outro. Aprendemos a nos bastar!

Tom Jobim dizia “é impossível ser feliz sozinho”, mas esqueceu de contar que é primordial ser feliz sozinho antes de ser em par. Justamente porque só aprendemos a ser par, quando aprendemos a ser inteiros, plenos conhecedores dos nossos ‘eu interior’.

Longe de mim dizer aqui que eu sou A sabedora de como ficar sozinha, porque não sou. Inclusive tenho dificuldades tremendas de olhar pra dentro.

Eu consigo apreciar a minha própria companhia, mas não gosto de ficar muito tempo procurando como eu sou, é uma tarefa cansativa. E muitas das vezes, me decepciono com o que encontro, mas, tem os dias de me sentir absurdamente feliz em descobrir alguma coisa.

Pratico constantemente o exercício de ficar sozinha, e adoro saber que consigo passar boas horas da minha vida na minha própria companhia. Quando quero vou ao cinema sozinha, ou vou tomar uma cerveja sozinha, só apreciando o momento que tenho de conexão comigo, até porque ninguém mais no mundo vai apreciar a minha companhia tanto quanto eu.

bealone
“Se você fizer amizade com você mesmo, você nunca estará sozinho.” – Maxwell Maltz

Esse é um exercício que eu recomendo pra todo mundo, não to dizendo pra não falar com os amigos ou deixar de sair, não é isso, mas é guardar um dia da semana pra sair só com você. Conversar com você mesmo, criar a ligação com o interior, aprender quem realmente você é, encontrar o que te faz feliz e fazer isso sozinho, porque só você é quem sabe o que te faz verdadeiramente feliz.

Se fizerem isso, me contem! Vou amar saber as experiências de vocês. Vou esperar com um cafézinho, ok?

Um beijo enorme amados!

lorelai

Liberdade das raízes

Peguem seus cafés que hoje o papo é reflexivo!

Essa semana meu tio querido veio jantar conosco, e conversamos sobre vários assuntos e temas, mas o que mais chamou minha atenção e acabou sendo o principal assunto da noite foi: a liberdade das pessoas que não criam raízes. Aquelas pessoas que não tem um endereço fixo, nem uma vida fixa, que levam uma vida sem amarras.

Confesso que não conheço ninguém assim, mas meu tio sim. Ele tem um amigo americano que não tem casa. Ele é músico, bem talentoso por sinal, e passa o tempo todo viajando de país em país tocando a música dele e aproveitando aquela liberdade.

Ai veio a pergunta que não quer calar, onde é que ele mora? Ele não mora em lugar nenhum, ele tem um contêiner nos EUA onde estão algumas coisas dele que ele não pode carregar pelo mundo, de resto, ele fica em hotéis, casa de amigos, aluga quartinhos ou fica na casa da namorada, aqui no Brasil.

Gente, vamos entender: esse cara, NÃO tem uma casa dele. NÃO tem um emprego fixo (com carteira assinada etc). Ele tem: liberdade, a música (que é a profissão) e o mundo como casa.

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Fiquei com invejinha. Mas não me entendam mal, fiquei com inveja porque não tenho esse desprendimento. Porque não consigo abrir mão de coisas certas para viver aventurada.

Durante o jantar conversamos sobre como não conseguimos fazer isso e percebemos que é por causa do nosso modo criação. Todos nós fomos criados dentro de um “padrão”, óbvio que nossos pais nos deram liberdade, podemos viajar e tal, mas não temos a cultura de não ter algo para chamar de nosso. Nós buscamos ter uma boa casa, um bom carro, um bom emprego, porque na concepção geral (vulgo sociedade) isso é ter uma vida de verdade. Ter algo seu, quer dizer que você batalhou e buscou. Mas viver viajando e tendo outras experiências não é ter uma vida de verdade também? Eu também batalhei e busquei, mas encontrei o mundo.

Conseguem perceber a diferença?

Não estou aqui dizendo para largarem suas vidas e saírem viajando. Podem fazer se quiser, mas o ponto é, não temos essa cultura desapegada. Fomos educados de outra maneira. E esse cara que vive viajando não largou tudo porque estava cansado. Ele simplesmente disse que isso era o que ele queria fazer da vida dele, ele SEMPRE desejou isso. O objetivo dele era: viver no mundo tocando a música dele. E é isso que nós não temos. Nós sempre buscamos fugir. Queremos ir para o mundo porque cansamos do Brasil ou das nossas vidinhas programadas. O que eu super entendo, mas são viagens diferentes.

Acredito também que não deva ser sempre mil maravilhas e fácil viver assim, com certeza deve existir um tipo de planejamento e sem dúvida, muita reforma intima, para aprender a viver na incerteza. Mas que dá uma vontade de largar tudo e viver assim, dá. E já papeamos sobre isso aqui, lembram?  Com a diferença de hoje, falamos sobre viver uma vida sem raízes e não largar tudo pra viver uma aventura.

Agora vamos fazer um exercício e vamos pensar se realmente gostamos do que estamos fazendo com a nossa vida. Se estamos aonde queremos estar, se queremos fincar raízes aqui. Ou se pode ser em outra cidade ou país. Vamos tentar encontrar a nossa liberdade do que é corretamente padrão de fazer. E vamos encontrar o que nos faz bem. Vamos nos livrar das raízes que nos prendem em coisas padrões, e vamos buscar raízes que se encaixem a nossa vontade. O que acham?

bob
“Emancipe-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossa mente!”

Termino nosso papinho hoje com nosso querido Bob Marley e sua dica valiosa.
Um ótimo final semana e nos vemos na semana que vem!

Beeijos.

leo beijo

 

Vamos começar de novo.

Oioi, peguem seus cafés e por favor, vamos começar tudo de novo…

Ontem foi dia da mulher, um dia de orgulho, respeito, direitos e etcs. Só que foi um dia de críticas também, aliás, o que mais se tinham eram críticas. Eu li algumas terríveis, que me deixaram enojada.

Pensei enquanto lia algumas das críticas, uma delas era: “Feliz dia das mulheres para as que se comportam como uma, para as feministas aguardem o dia das crianças”. Sim, o dia das crianças. Outras eram obviamente que feministas fazem “mimimi” o tempo todo, entre outras, que prefiro não citar. O que mais penso é:

PORQUE AS PESSOAS TÊM TANTO MEDO DAS FEMINISTAS/ OU DE SER UMA: 

Para começo de conversa, vamos definir o que é feminismo porque assim vamos tentar entender qual que é a criancice ou o medo que essas pessoas empregam nos outros, ok?

FEMINISMO: movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens.

FEMINISTA: uma pessoa que acredita em uma igualdade social, política e econômica entre os sexos. 

Pronto, agora que já definimos o que é feminismo e feminista, vamos para a parte em que a gente entende o que esse movimento faz.

Como a própria descrição diz, o feminismo luta pela igualdade entre homens e mulheres, lutando contra um sistema de sociedade que ainda é machista, que ainda oprime e mata milhares de mulheres pelo mundo. O feminismo acredita que a mulher tem todo o direito de viver livre de rótulos e da maneira em que a mulher se sente mais confortável.

O feminismo já conseguiu muitas coisas para as mulheres na sociedade. Vamos relembrar só alguns básicos, começando com o que originou o dia das mulheres: trabalhadoras de uma fábrica fizeram greve para diminuir a carga de trabalho de 16 para 10 horas, elas morreram queimadas, porque o dono da empresa assim o fez. Anos depois consideraram esse dia, um dia de luta pelas mulheres. Outra coisa bem legal, o feminismo conseguiu o direito ao voto, e de poder se candidatar para o governo. Mais uma: feminismo conseguiu que mulheres que são agredidas por seus maridos/namorados/conhecidos/desconhecidos tenham sua voz ouvida e que eles sejam punidos da maneira correta.

Conseguiu também que mulheres sejam reconhecidas por seus trabalhos, mas elas ainda ganham menos do que os homens. Conseguiu que mulheres tenham liberdade sexual, mas elas ainda são julgadas como “puta” ou “vadia”. Conseguiu que mulheres podem ser livres, mas elas ainda não podem andar sozinhas porque podem ser atacadas por um homem, só porque ela estava sozinha.

respeito

Agora vamos ao que interessa, porque as feministas causam tanto medo ou repulsa nas pessoas? E porque todo mundo ainda resiste aos movimentos feministas?

Desde os primórdios as pessoas que são diferentes são deixadas de lado, ou causam medo nas pessoas que pensam sempre igual. Com o feminismo nos dias de hoje não poderia ser diferente, o movimento vem ganhando cada dia mais peso e importância, só que as pessoas que se sentem incomodadas são aquelas que não veem o que está acontecendo de errado ou são as que estão fazendo coisas erradas. Ai é claro que o medo vem. Pessoas tem medo de pessoas que pensam diferente, que vão à luta, que buscam direitos e principalmente, não tem medo de dizer que é errado e que vai lutar pelo certo.

Talvez quem realmente deveria esperar pelo dia das crianças, seja a própria pessoa que disse para as feministas esperarem. Porque as feministas estão buscando um mundo melhor para todos, inclusive para essa mocinha (sim, foi uma mulher) que com certeza vai se beneficiar muito.

Termino o post de hoje, não querendo que todos decidam ser feministas (eu ia adorar, mas é opção de cada um), mas que respeitem, assim como nós feministas respeitamos quem não é, e respeitamos até os machistas (apesar de algumas discussões). Peço apenas que abram suas cabeças, porque feministas não seguem um padrão, nós somos femininas, nós podemos nos depilar ou não, podemos ser o que quisermos, até donas de casa, porque DECIDIMOS ser, porque nos sentimos livres e temos direito de escolher o que fazer com a nossa vida.

Agora, se quiserem saber mais sobre o movimento feminista, recomendo alguns blogs e pages no FB. Seguem os links: Lugar de Mulher , Geledés , Empodere 2 Mulheres  e Preciso do Feminismo Porque.

Um beijo cheio de amor! ❤

rihanna

 

Somos todos consumistas.

Olá!

Vamos começando bem a semana com um cafezinho e um papinho bem gostoso, daquele que faz pensar, será mesmo? Então vamos debater…

NOSSO CONSUMISMO DESENFREADO!

blair shopping

Esse final de semana organizei um bazar de trocas e vendas com as minhas amigas, porque preciso “descartar” algumas roupas que não uso mais. Eis que, para a minha surpresa, TODAS as minhas amigas que vieram, com exceção de uma, trouxeram pilhas e pilhas de roupa para o mesmo fim.

Confesso que durante o bazar pensei várias vezes em não ficar com nada das minhas amigas, porque não precisava de mais roupas. Mas acabei tentada e fiz algumas trocas e até comprei roupa das minhas amigas. Todas as meninas fizeram isso. Nenhuma saiu daqui só com peças vendidas, todas fizeram troca e/ou compraram.

Foi uma ótima experiência, todas nós gostamos e aproveitamos, porque gastamos pouco e conseguimos roupas praticamente novas. Só que, nenhuma de nós precisava de roupas novas. Todas nós queríamos nos desfazer de roupas, por ter demais.

Eu posso falar por mim, sou uma pessoa consumista. Tento me controlar e controlar meu dinheiro para não comprar coisas que não preciso. Mas sempre tem uma saia que eu sempre quis pela metade do preço. Ou uma sapatilha que é a minha cara e que eu não tenho. O consumismo dentro de mim fala mais alto.

Conversando com amigas, a grande maioria dela é consumista. Meus amigos homens também. Então me peguei pensando, porque é que a gente tem essa vontade absurda de ficar comprando o tempo todo?

O que estimula nosso consumismo? Não sei se é nosso ego, que nos faz pensar que quanto mais coisas tenhamos, mais bonitos e socialmente aceitos vamos ser. Ou se é o pensamento de poder, do poder comprar coisas novas (porque ultimamente com a economia do jeito que anda, não é qualquer um que pode sair e comprar a hora que quiser, falo por mim que tenho que programar tudo).

Acho que no fundo, nosso consumismo é estimulado pelo nosso próprio corpo, a sensação de felicidade, liberação de hormônios de alegria em comprar uma coisa nova. Nosso próprio corpo libera a sensação de bem estar, o que faz a gente querer comprar mais e mais, assim como usamos o chocolate, o exercício físico, o sexo ou até drogas como coisas prazerosas, nós associamos o poder da compra a esses mesmos mecanismos. E acredito que assim como os outros mecanismos, comprar excessivamente pode nos deixar viciados.

becky

Lembram daquele filme Delírios de consumo de Becky Bloom? Ele fala de uma viciada em compras que tem uma dívida enorme com o cartão de crédito, porque ela compra demais sem ter dinheiro para pagar. Esse é o grande problema do consumismo, ele não é ruim se você tem dinheiro para comprar, ou consegue se controlar e não comprar quando não tem dinheiro, ele é ruim quando você se coloca em dívida para poder comprar, quando se abre mão de pagar uma conta que é preciso ser paga para comprar um novo par de sapatos.

Agora fica essa grande dúvida, será que já somos viciados? Ou ainda estamos conseguindo controlar bem? Até que ponto deixamos o consumismo falar mais alto em nossa vida? Espero que todos nós ainda estejamos conseguindo controlar bem. Mas me conta nos comentários o que você acha disso, vou adorar saber a opinião de vocês.

Boa semana meus amados! Beijocass

victorias