Ser alguém

Olá meus queridosss!!!

É hora do café de novo, então peguem suas xícaras e venham comigo, ok?

A PRESSÃO INTERNA (E EXTERNA) DE SER ALGUÉM NA VIDA. 

pensar

Vamos começar do básico, O QUE É SER ALGUÉM NA VIDA?

É ser formado em alguma faculdade prestígio? Ou é ter um emprego que paga muito bem? Ter ambos? Ter uma família antes dos 30? Já ter conseguido um milhão também antes dos 30? Sair da casa dos pais e conseguir se manter e pagar as festas do final de semana?

Vou confessar que eu sempre pensei muito sobre “ser alguém na vida” e hoje estava justamente conversando sobre isso, quando pensei dividir com vocês o que eu penso sobre.

Ultimamente anda sendo bem difícil ser uma pessoa na faixa de 15 a 35 anos, porque para todas as pessoas, é nessa fase que a gente decide o que vai fazer da vida (como se ela fosse acabar aos 50 anos). Nessa fase ouvimos TODAS as pessoas que convivem conosco ou não, perguntando sobre o que queremos fazer, qual curso vamos seguir, o que queremos fazer da nossas vidas.

E ô coisa complicada essa de escolher o que quer ser. Eu quero escolher ser eu. Sem precisar me vincular a um rótulo de faculdade ou de trabalho. É obvio que vamos fazendo coisas de acordo com o que vivemos, se precisamos de dinheiro, vamos trabalhar. Se podemos só estudar, vamos estudar. MAS aí é que está o X da questão, fazemos essas coisas porque precisamos e/ou queremos.

no idea

Durante quase um ano eu trabalhei sem fazer faculdade em uma ótima empresa e ganhava relativamente bem para a época em questão, o meu chefe, não estava nem aí se eu estava formada ou não, porque ele gostava do meu trabalho e não do rótulo que eu trazia. Minha mãe tem 20 anos de formada, em uma profissão que tem muita visibilidade e pouco reconhecimento, e que se ela não “brigar” para ganhar um salário decente, vai ganhar o mesmo que um recém formado (não os desmerecendo, mas não podem ser comparados a 20 anos de experiência), mais uma vez mostrando que o rótulo não garante nada.

As pessoas se fixam na ideia de que só se conseguem bons empregos se estiverem formados, (é claro que depois do diploma o salário aumenta, mas não é tanto assim, podem ver o piso salarial das profissões que querem seguir para concordarem comigo…) mas as coisas não funcionam assim. Cada pessoa tem uma qualidade e uma habilidade unica, que faz dela ser boa em alguma coisa. Não precisa ser exatamente aquilo que a faculdade oferece. A Joutjout fala disso em vários videos dela e inclusive mostra cursos que são de habilidades diferentes.

O ser alguém na vida que a sociedade questiona e impõe não cabe mais para nós, porque paramos de nos contentar com pouco e queremos aproveitar a vida de algum jeito, mesmo que seja fazendo nada.

O que me lembra de um papo que tive na semana passada com uma amiga que voltou dos EUA agora, e estávamos tomando um café quando eu disse “e o que tu quer fazer agora?” E ela prontamente me respondeu, “ah acho que vou procurar um emprego ou algo assim.” E eu disse, “ótimo, mas não era isso que eu queria saber, quero saber pra onde tu quer ir agora”, e foi uma situação engraçada, porque ela se viu respondendo a essa pergunta tantas vezes em 7 dias que estava no Brasil, que já tinha até uma resposta pronta, mas na verdade ela só queria dizer que queria fazer nada e depois ia pensar no que fazer.

Então eu proponho que nós façamos um exercício, vamos tentar parar de perguntar pras pessoas o que elas querem da vida (tem gente que sabe, tem gente que não), aceitem os “não quero fazer nada por enquanto”, porque TODOS precisamos de tempo para assimilar o que realmente queremos fazer da vida, isso não é como escolher entre chocolate preto ou branco. E vamos parar de nos auto-cobrar sobre fazer algo da vida. Podemos fazer nada, podemos só trabalhar, podemos só estudar, podemos fazer o que quisermos, porque a vida é nossa e ninguém pode interferir na nossa felicidade. Fechou?

Vamos ser alguém na vida fazendo qualquer coisa, mesmo que seja meditar em campos verdes!

Beeeijos e uma ótima semana lindos!!bjss

Anúncios

Autor: Lu Bilhalva

Sou a Luiza e, assim como o café, gosto quando as coisas são fortes, intensas e quentes. Gremista não fanática, gaúcha, estudante de Psicologia, feminista e virginiana, além de adorar um papo, não nego um café e um chimarrão. Sou viciada em seriados, livros e filmes. Senti a necessidade de devanear nesse blog pra dividir um pouquinho da minha bagunça interna com o mundo. Dentro de um mesmo corpo há espaço para várias versões de mim mesma.

Um comentário em “Ser alguém”

  1. Luluquita, pegasse num ponto que de vez em sempre me questiono, mas como naquela música do Pedro Bial, alguns dos 40tões mais interessantes que ele conhece, ainda não sabem o que fazer da vida… (a essa altura os 40tões já devem ter 50 desde de a composição da música, kkkkk) Será que já decidiram o que fazer?
    É complicado d+, saber que o mundo tem um zilhão de coisas pra se fazer, mas temos de se especializar em uma determinada coisa, pra pessoas indecisas isso é o verdadeiro inferno.
    Uma coisa é fato, a sociedade de maneira geral, dificilmente (pra não dizer nunca) nos propõe o que queremos, como se a vida da gente tivesse de cursar todos caminhos pré determinados antes mesmo de nascer, e se em algum ponto você ser diferente da maioria, a sua vida foi ou está se encaminhando ao fracasso, mas calma, isso na visão de quem te ve, não como você se vê e sente.
    Enfim, esse assunto da discussão pra 5 cafés e infinitas xícaras de chá kkkkk
    Se eu posso concluir com algo, seria:
    Não faço a menor ideia, hauehauheuahe.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s